sábado, 26 de maio de 2012

Lágrima Salgada...


Pela virtude do medo descobri que as minhas lágrimas são salgadas. Chorei fortemente e o meu coração morrer de desespero afim de não haver a alma que me amasse plenamente. Escrevo agora estas palavras que se tornam meros atos selvagens que das minhas mãos que saem na vontade de penetrar em alguém, mas sinto a cara seca. Ela está seca pela sua lágrima salgada que suavemente escorrega desta fronte pobre e sem vida. Existem escadas que me levam a caminhar mais que alguma vez a minha virtude possa ter escalado, mas vem outra vez a lágrima. De repente caio e não me consigo levantar, porque será? Sinto as pernas bloqueadas de medo e de tristeza. Já não ouço as músicas pelo seu carisma, mas sim pelas suas letras, que me fazem sentir mais triste que esta alma possa ser. Agora encontro-me no mar da minha fronte. Ela é tão salgada que nem o meu olhar terno e triste consegue suportar. Os olhos fecham-se e a lágrima cai, como se fosse uma simples gota de água, que o meu corpo larga. Forma na minha cara um caminho infinito que se prolonga pelas minhas rugas que a força da vida as fez. Não segue uma linha reta, mas faz divergências nesse seu caminho, de modo a ser mais do que uma simples lágrima salgada. Já sinto o mar a bater nas minhas costas, mas de forma terna e carinhosa e a lágrima com medo escorrega mais depressa. O caminho que ela fez, já não é mais um simples caminho, mas um pequeno fio de água salgada que esta pinta transporta. Sem mais demoras, ela cai do meu busto e com ela cai a minha tristeza. Já não sinto a boca meramente seca, mas sim, livre. Aquela que era a lágrima salgada deixa de ser a pinga salgada que percorre o meu rosto e passa a ser a forma de me livrar daquela tristeza que a alma transmite. Já não quero olhar para trás e por isso deixo agressivamente de escrever estas palavras que a alma me traduz, como se fosse o vento que traduz as músicas do sol, em pleno verão. Deixa de haver lágrima salgada e caminho triste... Assim fala a alma depois de ter chorado internamente pela falta de carinho pelos demais... Vivo assim e quero morrer assim...

terça-feira, 22 de maio de 2012

Desisto de tudo que possa existir no meu coração...


As linhas na vida não passam de formas mal feitas,
Que na madrugada da saudade se construíram,
Para criar o desalento no meu olhar,
Esse olhar que nem o amor acolhe como forma de amar.
Desisto de tudo que possa existir no meu coração. As máquinas que trabalham no meu corpo estou a corroer-se de ferrugem, porque a virtude é fraca como o meu coração. Os caminhos são meros destinos que só eu quero seguir, mas não velo ninguém, porque simplesmente só quero fechar os olhos e não abri-los porque a morte da minha alma está próxima. Já não adianta escrever prosas para que alguém as leia, e para que alguém as possa dedicar a outros, porque são prosas sem sentido e amor. Sinto que são mais um romance em pleno veneno dentro do coração de uma pessoa que cruza os olhares comigo, mas que tenta fugir aquilo que realmente sente. Não existe um olhar tão sincero, como o olhar daquele espelho que reflete a sua fronte, como se de um busto se trata-se. Existe um jardim, no qual eu cruzei em forma de triângulo e existe uma verdadeira fonte de amor, no qual eu bebi e no qual o outro bebeu. Por fim existe um som do qual nós gostamos tanto, basta tocar uma corda para as minhas mães estremecerem, porque quis amar, mas ninguém me amou. Esta melancolia que atravessa o meu coração não passa de uma forma de eu tentar viver a saudade de um bem perdido, que alguém não entendeu, porque isto é só mais um texto sem título. Sem título está a minha vida, que sem amor consegue destrói-se de forma a não permitir que o meu coração se volte a apaixonar, porque esta palavra é cruel assim como a forma de amar. E porque será assim, porque não me conforto com a minha vida que é um espelho de mágoas que a primavera lançou? Simplesmente porque não nasci para ser vivido, mas para viver aqueles que eu quero que vivam, para amar aqueles que me deixam ama-los, e porque eu sem ninguém sou como aquele sino da igreja que toca suavemente para as pessoas não sentirem nem verem a dor que este que escreve sente…
Agora termino, com o coração a morrer,
Porque não há nada aqui, que me faça tremer,
Porque senão sou feliz, vai vale entrar no mar
E voar com o ar.                                            
Assim fala o intimo que na tristeza,
Morre porque tem medo do que poderá vir
Sem nunca poder sentir,
Aquilo que é o amor...

sábado, 19 de maio de 2012

Estrangeiro...


Haja o que houver haverá sempre um emigrante atrás deste terno olhar. A virtude deste emigrante reside na vontade de sair deste palco que se encontra atrás destas pálpebras da minha fronte. A minha fronte é um espetáculo de teatro que este emigrante deixou, não basta o olhar, mas a vontade de olhar, com o sol a bater na palma desta mão em pleno inverno, este emigrante parte para trás de um palco cujos forros não têm fim. Os músicos que se encontram neste palco são músicos clássicos que pela vontade de tocar, cederam os instrumentos e deram lugar a virtude da sua voz, que pelo desgosto da madrugada perdida torna-se fraca e pouco melancólica. As vozes encarceradas pela falta de espectadores levaram a que o ator proclama-se os versos de uma obra tão épica como o seu nome, mas como ninguém o ouviu, tornou-se eterna e sempre se falará desse ator, que sossegado numa plena tarde a escreveu. Depois de a pena secar, este emigrante partiu com a mala as costas numa estrada em plena noite de lua cheia. Os seus sonhos como um ser amando, já se tinham apagado, porque na vida dele, não havia lugar para ser amado, por se considerar um estrangeiro. Quem era estrangeiro era esse que escreve letras que nem  seu entendimento intende. Foram letras que formaram poemas e foram poemas que formaram pessoas. As letras que este estrangeiro, que vive no palco atrás destas pálpebras, são letras tristes e amarguradas e cheias de desejos. Já não existem só frases a descrever este estrangeiro, mas sim formas de texto a elaborar a vida deste estrangeiro. Na sua fronte não há lugar para pingas de sal que em forma de água caem dos seus olhos, na sua fronte visa o sorriso, como forma de orgulho fraternal. Agora e após a composição de letras que saem do coração e frases que brotam amor, este estrangeiro encerra o seu olhar como forma de largar a sua felicidade de viver como alguém que tem como apoio estas palavras. Por fim, estas palavras que estão neste harmonioso texto são o reflexo do espelho da minha alma, que na saudade de um bem perdido escreveu, mas agora já não há mais forma de mostrar esta virtude de ser um estrangeiro em pleno palco, que são os seus textos...

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Prédio de Desilusões...


Os andares são muitos e a virtude é pequena, mas a tristeza é o corrimão deste prédio. Após ter subido vários andares, via a minha felicidade posta de lado, numa maneira repulsiva. Então desci este prédio a correr para poder ver a tua fronte, tão bela, que nem o meu olhar se atreveu a desviar-se. Com medo lancei-te perguntas as quais já sabia resposta, mas as tuas linhas foram sempre vermelhas de tanta resposta por dar. Por isso foi direto, mas a tua resposta morta e crua também foi direta e o antes do termino do meu olhar, os meus lábio desejavam tocar no teus, mas como o ter olhar já se fechou, a única coisa que resta é o meu olhar afogado em lágrimas de arrependimento. Já não existem lábios que os meus desejam tocar, como já não existe mais agua para largar de tanta amargura que a fonte de água tem, mas olho para baixo e só te ouço dizer que nem a verdade do amor passa de uma mentira escrupulosa que todos inventam de forma a satisfazerem as suas harmoniosas virtudes. Contudo deixo-me cair, e não sou eu que morro...é o meu coração que morre de tristeza de nunca ter sido amado ou vivido, por fim, fecho as portas deste prédio de desilusões, mas algumas ainda ficam abertas, tão abertas que nem eu consigo viver com elas. São as maiores desilusões do meu coração, que pela vontade de ser amado, foram criadas, de forma a não me deixarem nunca mais amar. Depois de isto tudo fica a vontade de partir para outro mar, onde tudo seja mais que um mar de rosas, seja um mar de paixões que pela saudade de ser amado tendem a ser criadas novas correntes de amor, e as pétalas daquelas rosas, o que acontecerá com elas? Serão postas de parte ou somente postas dentro de mim, como forma de recompensa a esta pessoa que se torna não só pessoa, mas também alguém que nunca está para além de algo mais, mas sim algo mais... Não existem mais portas nem andares que esta pessoa possa dar a mais desilusões que não esta pessoa, porque esta é a pessoa que não passa da alma de um criador morto pela saudade de algo que nunca irá conseguir ter...Assim fala a alma com desprezo do seu coração, e que amargurado termina o fim da sua carreira, mas com o orgulho de ter feito alguém feliz...

domingo, 13 de maio de 2012

Foste o meu caminho!...


Não voltará haver manhã, sem que a alma acorde daquele luar. Após a batalha que travei com o amor da minha alma, não consegui. O meu olhar deixou de amar, por causa da fraqueza da minha alma. Durante dias e meses tu foste o meu caminho, subi monte e desci os mesmos montes, escrevi perguntas e formulei respostas, mas o entendimento virou-se contra mim, como a saudade de nunca conseguir amar alguém com essa fronte que se encontra no final deste caminho. Agora viro a alma de cabeça para baixo e tento ver a sua virtude depois de ter perdido mais um luar de madrugada, cada olhar que dirigias para alguém era como a lua em pleno verão. Já não vivo para viver, já vivo para tentar viver. Depois de mais uma derrota já não existem mais lágrimas para largar, mas sim desgostos para amarrar. Esta noite em que ainda sou jovem, vivo na vontade de amarrar os meus sentimentos, mas a força não me deixa, sabendo que depois de caminhar não encontrarei a tua fronte, nem  o teu olhar. Elaborei perguntas, as quais tu quiseste responder, mas a última não ouve sequer uma resposta, mas sim mais uma pergunta. E neste momento que posso fazer, para receber de ti esse tão desejo? E qual será esse desejo? E como será ele? O desejo é simples…É ouvir a tua voz a sussurrar-me ao ouvido, é vasculhar a tua voz na minha cabeça e é deixar entrar a tua voz no meu coração. Depois de ter terminado mais palavras que as linhas que te dei, fica somente a tristeza de te ter amado e nunca ter sido respondido, porque tu não passas do amor da minha alma e esse caminho, não é mais que a tua força que urge no meu coração no término do teu luar, que reluz o teu olhar. Se voltarei a sentir como senti esse olhar? Nunca, mas a verdade é que nem sei se vós, alma hipócrita, sentistes o meu olhar, penso que depois de terminar semelhante vida, que nestas palavras surge, acredito que o teu olhar nunca mais volte a cruzar-se no meu, mas tenho medo dessa virtude, humilhante, que sempre que passas por mim, é como se o fogo queima-se o meu interior. Por fim, a alma despede-se e continua o seu caminho, sem nunca ter mergulhado dentro de mim, para saber o que me move no seu caminho, com um simples " adeus" é assim que ela termina, mas acredito que ela vai olhar para trás um dia e irá ver que perdeu algo, que nunca mais lhe será dado... Assim fala o olhar de oceano, que tristemente morre na saudade de nunca me terem amado e morre afogado nas suas próprias lágrimas de tristeza, sem dor e sem amor...

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O rosto dessa lágrima...

Existem ruas na minha cara que nem o entendimento consegue percorrer, contudo no término da minha cara encontra-se a lágrima do meu olhar, que pela saudade tem um rosto triste e fraco, que nem a alma a consegue definir como um verdadeiro sorriso. O seu rosto é tão triste e delicado que somente o voo com o meu olhar a pode animar. Rodeou a minha cara em forma de pelo, fez-me cocegas que nem o meu sentimento de amor conseguiu resistir. Olhou-me com o seu olhar de conquistadora, mas nada fez. Era uma lágrima bem formada e bem composta, que nem o sol a raiar na minha cara a podia fazer evaporar, mas existia um entrave. Os caminhos nunca se cruzavam porque ela era uma lágrima e eu era uma pessoa que nem a saudade do amor possuía, porque sou especial. Um dia tive a pretensão de agarra-la e beija-la, mas o medo bloqueou as minhas pernas, como se fossem blocos de cimento que numa tarde de verão tinham sido devorados pela claridade do sol. Olhei e troquei olhares com ela, mas ela nada fez. Então derramei outra lágrima numa tentativa de conquistar o coração da outra, mas em vão. A tristeza surgiu nas estradas da minha cara, quando vi que a lágrima que o meu rosto detinha, se havia apaixonado pela outra que as estradas guardavam. Agora busco a liberdade, gostava de amar aquela lágrima e que aquela lágrima me amasse, mas não acredito no amor como forma de sentimento, mas sim como forma de tristeza! Agora vivo na ilusão daquele rosto que não passa do meu rosto, agora vivo na virtude de uma lágrima deixada e de uma forma de pinga, que suavemente cai pelo meu rosto, contudo, como posso captar a sua atenção? Basta um olhar morto, para a saudade de uma voz surguir na minha cabeça, mas o som da praia é o entrave para que este rosto que a lágrima tem, não passe de um rosto que lida diariamente com outro rosto, embora nunca possa realizar a vontade de ser e estar com esse rosto que é uma lágrima que rejeita outra. Porque na vida daquela lágrima existe uma lágrima que tem pretensões físicas diferentes das minhas, mas a outra que os meus olhos admiram têm pretensões físicas idênticas as minhas, mas essa outra lágrima com um rosto bem formado e bem composto, tem outra que saiu do meu olhar... Por fim estas três lágrimas derivam de diferentes olhares, em que dois vivem felizes e um vive na esperança de que alguma vez se possam cruzar caminhos num lugar familiar para as duas. Assim fala o íntimo na vanguarda de tentar definir a saudade de ser amado e de nunca amar...

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Mãe... o que é?


Procurei e escavei. Abri e guardei. Abri e fechei, mas nunca encontrei o que queria. A minha cabeça é uma duvida que nem a própria dúvida se lembra de questionar, e porquê? Para mim a mãe é aquele que nos recebe sem pedir nada a ninguém, é uma simples pessoa que aceitou a sua condição e não a negou para mim ela é alguém que eu sei que me ama. Escrevi muitas linhas a dizer-lhe qua a amava, e ela responde abertamente, obrigada. Ela para mim é um místico de agressão de sentimentos e de muitas paixões, é mais que uma linha que atravessa o meu caminho, ela é o princípio e o fim da minha construção. Nunca parei de caminhar ao longo do seu caminho, porque esse é o meu rumo enquanto pessoa e porque me sinto feliz ao viver no seu caminho. Ela é mais que um coração aberto é mais que uma forma geométrica, para mim ela é o meu mundo em plena noite de primavera, contudo olho para trás e vejo imagens que ao passar na minha cabeça, transformam os meus olhos em plenos lagos de alegria, porque sempre que me sinto mal ela está lá com palavras de amor para me dar, e porque por mais que haja alguém aqui a dizer-me amo-te, eu sei  que o seu amor é mais forte que todo o amor que uma outra pessoa me possa dar, mas olha uma coisa, o que é afinal ser mãe? É só isso? E nós não lhe damos carinhos? Ou simplesmente vivemos na sombra dos seus abraços e dos seus carinhos. Mãe é aquela que não deixa fugir um sorriso em vez de isso aplica-o, ela não deixa que um abraço seja muito forte, mas o essencial para nos amar, ela não deixa que o beijo na nossa bochecha seja fraco, mas sim forte para que ela sinta que nós estamos confortados, ela é uma máquina humana que sabe medir a dimensão dos seus carinhos. Agora mãe não me deixes onde o amor acabou, mas leva-me onde o amor começou, naquele riacho onde do teu coração ele saiu, leva-me lá e brota-me para que eu floresça não como um simples cato, mas como uma bonita rosa, que brota no nosso jardim em pleno amor de mãe, porque afinal como eu sou a tua cria, que segue os teus pastos de amor e sem esses pastos, sou como a rosa que não floresce por falta de água. Adoro-te…

segunda-feira, 30 de abril de 2012

O Erro da Alma...


Enquanto a virtude da alma é grande, por um erro a virtude do íntimo é um fracasso. Olho várias vezes em redor, e só vejo árvores com uma copa que nem o céu as consegue assistir. Olho para o chão e vejo um pequeno rio que nem sequer os meus formosos olhos conseguem cobrir na sua totalidade, mas porque tudo isto? Tentei várias vezes falar e formar ações, mas em algumas vezes esses acontecimentos, não passaram de meras passagens de um íntimo que nem a saudade sentiu falta dele. Agora busco a verdade de um bem que a alma, viciosa, perdeu, contudo só encontro o seu rasto fraco e apagado. Escrevo nos meus seios, que os olhos largam depois de uma tempestade de lágrimas, a virtude que eu gostaria de ter, todavia sinto que ninguém quer atender essa virtude que pela força desses seios é realçada pela tempestade de negrura que as lagrimas deixaram. É um simplesmente um erro que a alma deixou cair, são simples palavras que a alma largou num ato de fraqueza, que posso fazer agora? Vou mergulhar nas memórias que a linha da virtude deixou como forma de rasto, irei escavar na fina areia a forma como irei emendar o erro da alma. Nunca deveria demonstrar aquilo para que vivo ou para que tento viver, no entanto, senti-me fraco e disse a todas as pequenas memorias que se espalhassem no meu corpo e me causassem uma tristeza que nem o mais belo e puro sorriso que o sentimento pode transmitir, me tirará deste mar de desilusões. Depois de tanto escavar descobri que sou mais uma farsa que neste mundo que todos pensam que é redondo vive, porque de verdade não passo de uma mera farsa que o íntimo largou e que a alma errou. Por fim as linhas rasgaram-se e as memorias que por elas caminhavam ficaram sem sentido e sem rumo e por causa da tristeza que elas transportavam, deixaram pequenas e amadas partículas para que elas se pudessem espalhar por esta longa e vasta autoestrada que é o meu corpo. Por fim vou tentar reparar o erro que a alma criou e formar novas memórias que nem a tristeza vai conseguir rebentar... Assim fala o íntimo que numa noite de tristeza abriu os olhos e veio escrever...

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Margem do Rio...


Tentarei levantar voo para conquistar novos territórios e para que eles me ajudem a ser outra pessoa que não eu, porque a minha virtude vive nas profundezas de um porão que não passa de ser uma pessoa que vive na ilusão de ser quem não é...Existiu um rio que me separou da verdadeira realidade, enquanto uns puderam perfurar esse rio, outros querem sair da margem do rio e entrar no rio, e eu sou uma dessas pequenas gostas de água que quer entrar no rio! Mas há pedras no rio que me empurram para fora porque têm a perdição que eu ainda sou uma pequenina gota. Ao longo deste percurso eu senti-me uma pessoa perdida, mas existe alguém que mergulhou várias vezes no rio, mas que pela sua fraca força ficou a nora, assim como a sua bela imagem. A minha memória, das tuas faces, é pouco, mas existem rodagens deste pequeno filme que eu me recordo bem, o sorriso, os olhos a vontade de ser quem sempre foste e a vontade de lutar. Fiquei contente por ver que sempre senti que foste feliz e sempre deste parte de ti, direta ou indiretamente, mas olha, tu que brotaras ai desse lugar espero que tenhas sentido o que eu sempre senti vindo de ti, é uma palavra que me dá carinho e segurança, espero que tenha valido a pena seres tu este fio condutor, deste rio e deste filme. É um filme pequeno, pelo seu tamanho, mas pelo seu carisma, é um filme grande, sempre tentei dar a entender que tu por vezes eras a personagem principal, embora eu tenha ficado muitas vezes a margem deste rio de grandes pedras que agora brotam lágrimas, sempre tentei dar-te carinho a minha maneira, mas sempre ouve pedras que me impediram isso... E agora que mais posso dizer, estas são as palavras que transmitem as verdadeiras lágrimas que possam brotar de algumas pedras, estas são as verdadeiras palavras que estas pedras puderam sentir, mas não adianta deitar lágrimas salgadas porque já bastou salgar este rio que era doce, sim porque eu considero-te doce, como se fosse um pequeno cristal de açúcar, porque para mim, sempre foste um rio, mas para outras que aqui brotam lágrimas salgadas, sempre fizeram de ti um oceano, agora presta atenção, por mais que o calor seja imenso eu sempre farei para guardar um pouco de ti, dentro de uma arca congeladora dentro de mim, ficarás congelado, para não te derreteres dentro de mim, mas agora fecha o de melhor que tu tens e vai velejar para um outro lugar, onde estará alguém quase tão doce como tu, a espera que tu chegas, porque para mim não há melhor rio que tu (...) e que essa palavras que me deste com carinho e segurança, que é o amor, porque sempre me deste amor, muito mais que algumas destas pedras que aqui existem... Assim fala esta alma que se sente há margem da verdadeira raiz...

domingo, 22 de abril de 2012

Um dia disseram-me...


Caminho por caminhos que nunca pensei em caminhar. Tenho vergonha de falar sem dizer a verdade, e tenho medo de não aguentar uma pressão que cai sobre os meus ombros. Por vezes alguém me chama baixinho ao ouvido e toca-me no meu corpo, mas não consigo descobrir quem é esse que toca em mim, e sinto o receio de nunca saber quem é esse que me toca. Um dia disseram-me que uma pessoa parte não é porque alguém assim o quis, mas sim porque alguém a deixou de amar, e essa pessoa não é mais que a minha alma que no escuro do meu íntimo sussurra ao meu ouvido. Palavras como estás saem de uma caixa que dentro de mim, parece ser uma caixa forte onde todo o meu ouro está lá, uma caixa como esta guarda as minhas melhores memórias, mas que acabam por ser tristes, que pode fazer este corpo para apagar semelhante caixa? Busco nos caminhos da lua uma nova criatura que me encaminhe, mas que me dê sobretudo amor, para conquistar o meu íntimo. Acabaram-se as palavras amorosas que saem de um coração algemado e que vive nos caminhos de uma lua sem amor. Cada motor e cada estrada dentro de mim estão a morrer pouco a pouco por falta de amor que neles circula, mas o que posso fazer? Quero acabar enjaulado para não me lembrar de algumas coisas que outrora no meu passado construíram desilusões e tristezas, agora o que posso fazer? Vou tentar inventar um nome para o qual eu possa ser diferente e para o qual eu possa viver debaixo do receio de uma vida sem amor, mas porque é que nunca me referi ao amor como um sentimento? Porque para mim o amor não é um sentimento, mas sim uma forma de viver acompanhado por palavras que saem de uma máquina a qual eu chamo de coração. Agora e para acabar um dia disseram-me, nunca serás feliz enquanto viveres amarrado a uma alma que te corroí o teu coração e nunca serás feliz enquanto pensares que és algo que não tu, por isso acaba com as palavras e vive-as, em vez de as fazeres viver, constrói linhas, e edifica muralhas para que elas nunca possam sair dentro de ti, e para que possas aplica-las num lugar que não na cabeça de uma pessoa, mas dentro da cabeça que é a tua vontade, foi isto que numa manha de outono alguém me sussurrou depois de as lágrimas caírem desmazelas pelo meu rosto fora... Assim fala os meus olhos depois da saudade de algo que nunca será conquistado...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Hábito...


Que adianta escrever sobre a forma de palavras, se nem o entendimento ou o íntimo das pessoas as consegue reproduzir. E como posso fazer sentir, se nem dão oportunidade as minhas palavras? Agora escrevo as linhas e não as palavras, por essas estão reservadas a corações fortes e grandes que conseguem guardar as palavras que são minhas... O hábito costuma-nos corroer a alma, porque habituamos o nosso íntimo a fazer sempre a mesma coisa e para quê? Se a virtude fosse contra o hábito, a vitória seria a maior. Por vezes sentimos que caminhos em caminhos separados, mas no final juntamo-nos para uma gloriosa vitória em que quem sai vencedor é a dor de ser o hábito que nos cultiva e não a vontade que nos faz crescer. E as linhas que outrora eram guia do meu entendimento que são agora? Se pudesse mudar, deitava o habito fora e criava em mim uma nova vontade de ser outra pessoa que não aquele que  pelas entranhas do seu interior escreve aqui. Viro as linhas e tento fazer delas uma corda que me leva ao céu e que me deixe cair. Sim... Prefiro cair e desligar para sempre que ter comigo o hábito. Quero deitar fora as formas de viver e de fazer sentir, porque já têm a forma do meu coração e do meu íntimo já sabem correr as minhas estradas do meu coração, já sabem onde são as minhas proezas e as minhas desgraças e já conhecem quem eu sou e porque sou assim. Despeço-te e quero que saias de mim para acabar com tal sofrimento que atormenta o meu coração e que agonia o meu interior... Quero escrever uma nova música e apagar a velha, quero escrever uma nova história e quero que todos a sintam como eu a sinto agora... Quero deixar de ser a tua sombra em vez de ser eu a tua sombra. Após vários anos deve ser esta a primeira e única vez em que o meu corpo e o meu íntimo anseiam com o término deste hábito que me assombra e que corrói as linhas que eu construir como forte a uma dignidade morta. Morto estou eu que nem sei o que escrevo, morto estou eu porque choro e nem sei o porquê desse choro, morto estou eu porque não sei se tudo na minha vida foi verdade ou mentira... Quero fugir daqui e deixar este hábito de lado... Não se trata de um fato que pessoas maiores que eu usam, mas sim uma forma de sentir, caracterizo o hábito como uma forma de sentir continua... Sabes o que digo, hábito? Corroí-te a ti, e deixa-me construir uma nova vida, porque quero distancia de ti pois, quero ser feliz... Assim fala o coração...

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Não sentir, mas fazer sentir...


Quero dizer a verdade, mas a saudade não me deixa. Quero escreve-la, mas a vontade não me ajuda. Contudo se fizer a mentira crescer serei mais que uma pessoa, serei a voz que a alma deita para fora como forma de chamar a atenção após o desgaste da verdade. Olho sério para a montra que se avista, mas com medo escondo a minha cara de forma a ninguém a ver. Se ouço o tic tac, não consigo ver a saudade a despertar dentro dos meus olhos, mas se choro, serei mais uma lagrima a cair de uma rabina abaixo, numa atitude derrotista. Agora toco o som que a melodia deixou de tocar com medo de a voz não corresponder aquele que será mais que um som, será a vontade de cantar. Não consigo nem oportunidade surgiu de cantar a saudade e de recitar a vontade que a verdade tem. Agora tais palavras misturam-se com sons que nem o meu ouvido consegue decifrar. Ouço o telefone a tocar, mas não tenho vontade de atender e dizer algumas e fortes palavras. Sinto que cada vez mais a saudade transforma-se num ato em que eu não passo de um tapa buracos, onde cada um vê o seu lado, mas nunca deixa de ver o lado dos outros. Achas mentira, voz? Então estás errada! Sempre erraste em falar e em dizer algo que não palavras, sempre omitiram aquilo que o teu coração nunca sentiu. E agora? Vais correr e dizer ao coração que eu minto? Posso mentir, mas tenho a consciência que essa foi mais uma das mentiras que tu largas-te mas sem sentir porque sempre que tu dizes algo, ou omites, ou inventas. Sabes uma coisa? Desiste, assim como eu desisti de lutar por algo que ninguém acredita. Desiste de seres perfeito porque não passas de um ser imperfeito, que nem o tempo verbal assim te ajuda. Sei que sentes o som do mar a tocar-te na cara como forma de vitória, mas estas muito errada, porque não se sente, mas sim faz-se sentir. Tu nunca podes sentir, mas sim fazer sentir, porque se tu és eu e eu sou tu, eu não sinto, mas tento fazer sentir, porque sou como o sol, faz sentir calor, mas não sente... E depois de isto tudo que pretendes fazer, tu que escreves num ato de seres mais que um mero figurante e passares a ser uma estrela principal numa novela em que se intitula por " Não sinto, mas fazer sentir!"... Agora termino porque a dor é forte e não tendo a chamar mais a atenção... Por isso adeus e morro na certeza de alguém alguma vez me tenha ouvido... Assim fala alguém coberto de uma camada de tristeza...

terça-feira, 3 de abril de 2012

Quem sou eu, esse que vive de algumas palavras que nem a verdade as ama?s

Conduzo o carro que a virtude criou. Percorro estradas que o coração nunca sentiu, mas afinal o que quero eu. Escuto uma música que o coração a elegeu como verdadeira, não pela música, mas sim pela mensagem. Estou dentro, mas sinto que estou fora. Na minha vida não há lugar para mim, por isso é que me sinto vazio, o amor é uma palavra traiçoeira que a vida  escreveu em mim, a saudade é a palavra predileta que a mãe escreveu numa longa noite em que os olhos da minha alma, não se fecharam. A minha alma é como uma montanha, quanto mais sobe, maior será a queda por ela dada. E o coração? Acredito que muitas vezes ele nem sequer existe dentro de mim, porque outrora alguém o roubou e não mo devolveu. Agora o íntimo grita pela morte da sua vocação de chamar palavras que o coração odeia. Eu sou odiado e mal tratado pelo próprio condutor de emoções. As lagrimas são a chuva que a alma criou após a sua morte insignificante, mas a  minha vida é como um livro, tão depressa está aberta como fechada, mas porquê? A verdade nunca se inventa, mas cria-se, ao contrário da mentira que é inventada e não criada. Se olho para trás vejo coisas que a chuva da minha alma fez e criou, mas se olho para a frente vejo que serei como um papel que quando não for preciso sou amarrotado e deitado ao lixo. Crio as palavras como forma de olhar para o longe sem saber e sem ter medo de o aceitar, será mesmo isso que quero? Ou será uma tentativa de fuga para aquilo que estou destinado a ser? Não foi eu que elaborei a minha vida, mas sim a minha vida é que me elaborou. Será que foi intencional? Ou tensional? Nunca saberei a resposta porque outra alma que não a minha, nunca teve a oportunidade de me deliciar com essa resposta. Para quê tantas palavras e formas, que elas possam criar, afinal quem escreve será o mesmo daquele que não escreve, mas vales esquecer que sou e tornar-me outra pessoa, trair corações que me traíram e apagar coisas inventadas de forma a deliberar aquilo que descrevi. Agora o carro e eu? Fico aqui ou desando daqui como se fosse uma pequena semente que aqui voa? É certo que eu nem sei quem sou, é verdade que as mentiras são o veneno que a madrugada criou, mas o melhor será inventar uma nova história e apagar a outra, que nem a alma e o íntimo a amam... E para terminar, quem sou eu, esse que vive de algumas palavras que nem a verdade as ama? Assim morre a eterna saudade da alma, num desalento descontente...

sábado, 31 de março de 2012

Que adianta...


Que adianta amar?
Que adianta sonhar?
Que adianta procurar?
Já não adianta olhar para trás, após o passado ter sido apagado pela borracha da saudade, numa forma de desligar tudo aquilo que o coração dizia a quem quisesse ouvir? Já não basta olhar somente para aquilo que ocorre a nossa volta, mas também é necessário ser amado de uma forma gloriosa e de uma forma humana... Se pensas que ninguém te ouve, mas estás totalmente enganado, a virtude é o maior ouvido que o próprio ouvido pode ter... E agora?
Que adianta saber que não existe ninguém que te ama?
Que adianta teres a vontade de amar, se nunca serás amado como a própria virtude é amada?
Que adianta seres forte se o teu coração não o é? Procura a tua volta mais e fortes razões para negares o amor próximo, não apenas pela virtude, mas também pelo íntimo. Agora escreve aquilo que verdadeiramente sente, para que o teu coração possa sentir também. Procura linhas e horizontes que te possam dar mais força e mais gloria e que não seja somente amor. Agora tenta mergulhar no teu fundo e verás que nem sempre te afogas, mas pelo contrário, vais conseguir bater os braços e as pernas, porque nelas se encontram a força de ser alguém...
Agora...
Já adianta sonhar se a palavra amar já não é mais um mito, mas sim um ser verdadeiro...
Já adianta procurar quem te possa amar, mesmo que esteja tudo e todos contra ti!...
Já adianta saberes que a virtude pode ser mais forte que tu, mas não consegue vencer o teu coração...
E por fim, já adianta, não seres tua a procurar algo, mas sim ser a tua força longa, que numa curta-metragem fez nascer toda a vontade de crescer que o teu coração necessita... Não uses só o intimo para te dar força, mas abusa dele para que não só te dê força, mas também te dê vontade de conseguires amar quem te quer amar... Porque podes pensar que não consegues amar, mas afinal consegues, embora tu abrevies esse sentimento a uma mera forma de viver... Procura mudar o teu coração...

quinta-feira, 29 de março de 2012

Para quê?...


Para quê sentir... Para quê amar... E para quê tentares amares e sentires... Olha para o teu lado e quem vês? Ninguém. Estou sentado num banco de um jardim nas profundezas de um mero e longo oceano, na minha cabeça surgem filmes criados por ela, mas sem sentido algum. Sinto linhas a atravessarem os meus olhos, como se fossem meros olhos e não sentissem o que este coração amargurado sente. As flores que outrora eram novas e radiantes são agora um pedaço de nada, assim como a minha alma é... Se olho para cima vejo um azul tão claro, que só me faz criar mais filmes na minha cabeça. Agora estou a pairar num lugar onde a vista por ele atravessado esfaqueia o meu coração. É uma vista enorme assim como os caminhos da solidão que cada vez mais crescem no meu interior. Não o tenho. Não o dei, simplesmente alguém me roubou e fez dele caminho de silvas que penetram afogadamente o meu corpo. Agora durmo, com medo de acordar porque sinto que não consigo ser nada e para quê? Transformo os sentimentos em pura ficção para o meu frágil coração não os sinta, na medida que eu nunca os possa sentir. Vivo apagado o real e acrescido do irreal, porque os meus sentimentos são irreais, assim como o meu coração é irreal. Agora que faço ou sinto? Será que basta apenas escreve-lo, ou simplesmente admira-la pelas suas fisionomias que a sua fronte mostra ao raiar do sol de uma manhã, em que a virtude consegue acabar com a sua própria morte? Não sei. Eu sou a pergunta que ninguém respondeu, sou a resposta perdida que ninguém a prendeu, eu não sou nada, sou mais um porquê que uma alma quebrada. Por fim morro, com a saudade de nunca ter sido ninguém, com a fama de não ter sentido alguém, mas morro sobretudo pela tristeza de um bem perdido que numa fogosa manha foi abandonado em detrimento de um. Já não sei que diga, simplesmente porque nem eu sei se sou uma resposta... E tudo isto para quê? Para que no ato de uma leitura naquela que foi a peça mais vista, a do amor, alguém com a virtude pura consiga ver o que esta alma morta tenta transmitir ao intimo afogado na vergonha de não ser ninguém, basta de mais palavras e acabem-se as peças que esta alma morta já não quer mais dizer nem sentir, já não quer mais amar nem ser amada, porque do nada cresceu e do nada ade acabar, numa tentativa de ser alguém que sem saudade não foge… Assim vivo por não sentir nada, nem ser sentido e para quê?...

quarta-feira, 28 de março de 2012

Alguém me escreveu...


Não queria, mas sou. Não tentei, mas acabei por ser. Não escrevi, mas alguém escreveu. Eu não sou nada, sou meramente um pedaço de alguém que pelo solo caminha. Foi escrito por alguém me deu a devida atenção, mas foi negado por sentimentos adversos ao meu coração. A minha alma não sente, por alguém assim a escreveu, mas o meu coração chora, porque alguém assim o fez ter lágrimas. Corre pelo universo de formas e frases de atos e teatros em que eu sou um mero personagem secundário, em que só sirvo para tapar os buracos que alguém deixou. Vivo num lugar onde a minha virtude é posta de lado em detrimento de outras virtudes que se assemelham a minha, mas que alguém acha-as melhor. Sinto que foi escrito por alguém sem coração, por uma máquina irracional, que o veneno a matou, mas por vezes sinto-me o rei de um reino sem futuro, onde a alma é o castelo e o íntimo é a porta desse mesmo castelo. Volto atrás no tempo para descobrir quem me escreveu assim, mas sem sucesso porque o sucesso não se mede, mas constrói-se sem favor de uma alma que o amor aceita. Parece confuso, mas sinto-me a cola que tudo junta a favor da sua força. Pego em papéis e escrevo aquilo que o íntimo pede e dobro conforme a alma aceita. Eu sou o paraíso deste cume que a alma pede, mas sinto-me o intermédio de um caminho que o amor em forma de pedaços constrói. Ser paraíso ou não é uma questão que a alma não quer responder pela saudade de uma bem perdido. Esse bem perdido é a sua inspiração que num dia de primavera decidiu partir e deixar de ser escrito por alguém. Já desisti de tudo que o intimo pede e de tudo que a alma conquista, já desisti de conquistar este mundo que outrora fora de todos e que numa tentativa de gloria eu tentei arrecada-lo para mim. Após vários papéis escritos e dobrados eu fico a nora, como um barco desamarrado se encontra em pleno oceano depois do término da tempestade. Sou as ondas que alguém criou, sou a forma do barco que alguém detestou, sou a escritura que alguém enterrou, mas simplesmente eu sou tudo e não consigo ser nada, porque a alma é conquistadora e o íntimo é construtor e porque eu sinto-me perdido no meio do mundo que não consegui conquistar. Assim sinto que alma escreve após a morte da sua inspiração que o íntimo afogou...

sábado, 24 de março de 2012

Deixa-me contar-te um história...


Deixa-me contar-te uma história...
Quando pensares em chorar, olha a tua volta e vê quem te rodeia, só aí podes chorar. Nunca olhes para trás, mas sempre para a frente. Cada passo que dás é como uma pequena volta ao mundo que dás numa noite de luar. Cada lágrima salgada que deixas cair do teu rosto é como uma pequena gota do teu oceano de lágrimas. Nunca podes dizer, eu não consigo, porque isso é para fracos e fracos aqui só os sentimentos. Para mim o sentimento de amor é muito menos que amor, é fogo que o coração liberta em plena luz da noite é a alegria que ele desperta em glória de se mostrar. Queres mais? A verdade é um simples ato bem formulado que pela sua força torna-se atrevido em conquistar os olhos das pessoas mentirosas, que acabam por se tornar também num ato bem formulado. A saudade é o sentimento mais frequente na nossa vasta estrada de memórias, se tenho saudade? Sim tenho, mas a força da idade fez-me transforma-la em pura memória de criança. Como rio? Rir não é um ato de felicidade, mas sim de vida, quem ri tem o mundo a seus pés, mas quem não ri, tem os mares nas suas mãos. Se é impossível, nada disso. O mar da história pode-se segurar com as mãos velhas e enrugadas, enquanto o mar da vida, nem por isso. O mar da vida é uma livre metáfora que o coração cria como forma de divertimento, enquanto o mar da história é um simples verso que em conjunto com outros, tenta rimar a força inteira. Porque escrevo? Porque assim virtude me permitiu. Passo horas, dias e anos  fechado num mundo em que a virtude funciona como um negócio mal pago e que o íntimo funciona como um modo de corrupção a minha alma. Se ela estava morta? Sim... A minha alma morre quando a virtude é comprada pela força da saudade, mas como a minha alma está guardada numa caixa de histórias, podeis leva-la que ela regressa sempre. Se sou feliz? Eu nunca sou feliz, porque são estas as palavras que ninguém lê que me fazem feliz. São os versos de prosa e não de poesia que me fazem ser feliz. A poesia para mim é um veneno que engrandece a minha alma desafortunada pela fome de ler poesia. Se faço os textos felizes? Não... Eles fazem-se felizes, mas como eu sou o intermediário para essa concretização, então eu sou a fonte de eletricidade que os fazem felizes... Se quero continuar? Não... Quero parar de escrever este e mais textos que tais. A virtude é comprada e as pessoas não os conseguem ler. Por isso é que eu queria contar-te esta história... A história dos corações atribulados pela ganancia em sobreviver e não fazer sobreviver a virtude que caminhas nas nossas autoestradas interiores... Assim fala o íntimo...

quinta-feira, 22 de março de 2012

Oceano de Lágrimas...


Nasci e tenho o meu próprio oceano...
Escorre dos meus olhos pequenas gotas,
Que pela sua força, percorrem o meu entendimento,
Mas que pela tristeza da virtude continuam a ser alvo de insegurança após cada queda num lado de saudade, onde o seu sabor fica eterno. Após vários choros e várias lagrimas derramadas, o meu coração fica aquém de quem vive na fragrância de uma força que a alma larga. Já não sinto a alma cada vez que do meu rosto caem lágrimas que a virtude deixa fugir num forma de regar as flores que do chão crescem. Quero ver a cor das lagrimas e desenhar sobre elas, quero ver os seus sentimentos e debruçar-me sobre eles, quero descobrir os seus medos e lutar contra eles, mas acima de tudo quero ver o seu sorriso. Será que as lágrimas têm sorriso? Será que elas sentem? Sim, elas sentem. Numa dor de peito as lágrimas libertam a sua alegria pelo meu rosto fora, como se elas fossem carros e, o rosto uma estrada. A cada esquina a alma evapora a cor destas pingas de água salgada que o oceano dos olhos deixou fugir numa tentativa de ser mais que um oceano ser a virtude que a alma deixa fugir. Quero contar a história desta vida, em que sai de um poço e que pela força de uma queda se morre... Assim são as lágrimas que a saudade larga... Assim são as lágrimas que o sentimento morto deixa correr por esta fronha triste. Existem linhas que com desenhos, são mais que linhas, são imagens que o medo e a alegria deixam fugir por uma mão triste. Assim é a tristeza...
Se o oceano é salgado, então eu sou o ponto do oceano...
Se a virtude é fraca, como o ar, então eu sou o motor que o ar faz trabalhar...
Se sou alguém é porque o oceano assim construi com a força da sua maré, mas senão não sou nada é porque o vento assim quis... Nada que a alma crie dura, mas nada que o vento apague, volta a não existir. Se a virtude é o motor, então eu o que sou? Sou as lágrimas que alguém largou, no encanto de um brilhar, numa noite em que a lua na linha do mar cria o luar... Assim fala o íntimo...

segunda-feira, 19 de março de 2012

Adoro-te Pai...


Hoje tive um sonho. Não era normal, mas era verdadeiro. Sonhei com o meu pai. Sonhei com o seu carinho e amor. A minha volta estava uma névoa de paixão que o coração criava, mas porque faltava algo? Faltava o meu sentimento de filho, que peça força da mera das minhas lagrimas havia morrido até então. Lutei por palavras que o coração não deixava sair. Derrubei barreiras e vi vidas alegres pela tua força. Pai não são palavras que alguém possa dizer como forma de entretenimento próprio. "Pai" é um conjunto de sentimentos que alma liberta como forma de amar quem o amou primeiramente. Como o amor é essencial aos olhos do coração assim o pai é essencial a virtude de um filho. Como posso crescer sem ti? Como posso aprender a amar sem ti? Só tu ensinaste-me a amar, deste-me os ingredientes para aprender a viver, deste-me a fórmula do amor para que eu a possa libertar, porque tu és o meu pai. Sei que por vezes a alma é dura e a vontade é preguiçosa, mas sinto que o coração é forte e que te quer ao meu lado, tu és o meu pai. Este sonho que tive, este carinho que pairava pelo ar, é como sensações que tu despertas em mim, são como palavras que tu crias-te a minha volta, mas para quê dizer mais palavras se com o coração se diz tudo...
Pai agradeço o teu amor, e agradeço também a tua disponibilidade, amo a tua sinceridade e vivo a tua verdade...
Pai desejo que sejas como és, desejo que sejas feliz e que lutes para me continuares a dar muita felicidade...
Pai obrigado pelo teu olhar carinhoso e compassivo, obrigado pela tua vontade para comigo e obrigado pelo sonho que me deste, que foi ser teu filho...
Pai deste-me amor e eu? Só tu podes dizer, mas sinto que te dei felicidade... Mas Pai...Não desistas de ser Pai e luta para que isso seja a tua melhor realização profissional, porque a melhor profissão que podias ter era esta... Seres meu Pai...
Pai muito obrigado por tudo o que me deste e que me dás, mas acima de tudo obrigado pelo teu amor...
Agora termina o sonho sabendo que o meu pai esteve, esta e estará sempre no centro do meu coração, quando assim eu o necessite, porque para mim não foste só pai, fostes o mundo para mim…
Adoro-te Pai...

sábado, 17 de março de 2012

Deixei de colocar formas nas palavras.


Deixei de colocar formas nas palavras. Passei a escrever-lhes as formas. Cada palavra é uma vida, assim com a saudade é a partida. Sei que é um ser amado, mas por vezes não é conquistado. Já não consigo viver sem formas nas palavras, já não consigo estar alegre com o olhar delas. Consigo ver a sua força na luta de cada dia, mas por mais que eu seja valente a força se desvia. Como se desvia a maré com medo que a alma se apodere daquele lugar sem ledo. Viro as costas e as formas vão ganhando força, mas se procuro dentro de mim é como a desventura, que o coração larga como forma de saudade. Para quê inventar forma se as palavras são fracas no eterno da saudade elas se desmontam. Como o íntimo se desmonta como força de ajuda de um alma que a fome de conquista apaga ao renascer do sol depois da morte escura. As palavras não se fazem, escrevem-se. Elas não se amam, creem-se. Elas vivem, não tentam viver, mas na noite elas simplesmente tentam amar, algo perdido por um coração morto. Basta de forças e de palavras que querem viver. Elas não podem querer viver, mas sim querer ser lidas, por olhos que vêm o que o coração nunca quer ver, porque a maravilha está escondida ao sabor dos olhos. Os olhos são o sabor do conjunto de palavras que o intimo forma para a luta da verdade que sai pelas entranhas da verdade que ofuscada tenta brilhar na luz da madrugada. O tic tac ouvido por elas é diferente do que eu ouço pelo íntimo. Ele é mentiroso e insensível, escrupuloso e orgulhoso, mas é lutador. Navego num mar de ilusões onde as palavras se tornam trovões de um som a conquistas pelas palavras do oceano. Quero formar novas e grandes palavras com a ajuda do íntimo, elas deixam de ter formas e passam a ser simplesmente palavras amadas por um coração forte e amado. Quero dizer-lhes toda a verdade que nem sempre foram palavras, mas sim formas mortas pela escuridão perdida ao sabor da madrugada. E o som agora? Vai morrer? Não vai permanecer nas entranhas de cada palavra, para que depois seja tirado e amado e ouvido, como se ouve as palavras em pelo renascimento depois de uma morte literária. Assim fala o íntimo…

quarta-feira, 14 de março de 2012

As palavras que a alma deixou…


Como posso amar,
Se o próprio mar,
Não acredita nesse fútil
Olhar que o mar,
Larga na noite de luar. 
Cresço no intendo da alma,
Que a vontade não me acalma.
Não vivo, nem sou vivido.

Não procuro nem sou procurado, a minha alma já está morta, mas tenta renascer das cinzas que o coração deixou, no breu do acordar de uma força na qual não consigo acreditar. Bate a minha porta a força de amar, mas eu não a quero, por isso ponho em evidência a alma que o íntimo constrói com a saudade de amar! As palavras que a alma deixou, com o espelho vivo do seu interior, mas as palavras que o íntimo escreve são o reflexo do sonho que é teu, mas que abarca o meu. Já não existem palavras verdadeiras, em que o choro possa acreditar, mas palavras falsas em que o choro está farto de receber. Não se trata de atos nem de meramente palavras mortas, mas de sentimentos mortos que nem a própria vil alma acredita. Neste longo caminhar em que alma tenta renascer, não há olhar que me penetre e me faça amar algo que nem a própria alma acredita. Nunca irei esquecer aquelas horas em que os pés por força da virtude andaram e em que a verdade quase morre devido a mentira de ver a verdade.

Sou um caminho sem vida,
Sou a alma morta.
Sou mais que a vida,
Sou a sorte que é tua.
Neste mar de verdades,
Nasce a vontade de ser alguém.
Sem amor nem verdade,
Morre por vontade de amar alguém.

Não consigo amar, porque a alma não acredita nesse sentimento e por isso começo a morrer de saudade e de medo. Sei que consigo ser a sorte que é tua, mas nem sempre a virtude me dá asas a esse poder, por isso acaba por me matar e ficar só com o intimo que na eterna saudade recordará a alma, que no dia do nascimento do dia, se fez crescer contra a força de um bem amando, que é alma. Se o íntimo ama a alma eu amo quem? Tais palavras originam perguntas que nem o próprio íntimo consegue responder e por tristeza o íntimo deixa-me, como a alma me deixou. Se o íntimo soubesse a pura da verdade, nada mais existia sem o ato da verdade que pelas palavras obscura tenta descobrir mais que a própria verdade sabe…Assim termina o íntimo...


domingo, 11 de março de 2012

O choro de uma alma renascida…


As lágrimas perdidas, num rio da saudade,
Que pela eterna glória morre.
Porque a alma se sacode,
De todas as suas tristezas.
Que um dia perdeu,
Ao ser navegado,
Por pessoas que nem o íntimo consegue deixar.

Já se viu quem chora, ou quem ri
Já se escreveu quem foi herói,
E que simplesmente partiu.
Mas não se escreve de quem
Graças a sua gloria,
Morreu pelo amor e 
Pela vida de um bem conquistado.

Essa é a pessoa que sofre
E que vive na inquietude,
Ela não sente, mas pensa
Porque sentir é para fracos,
E pensar é para fortes,
Mas como a vida é feita de fracos
Então os fortes são meros figurinos.

Penso que chorar é um ato,
E viver é um facto,
Mas quem sente não vale a pena viver
Mas quem pensa vale a pena conquistar, 
Porque assim como a alma conquista,
Também o intimo no seu fraco
Conquista o coração daquele que quer ser ouvido.

Cada alma é um passado próximo,
E cada palavra é um passado longínquo
Sei que viver de formas não é vida,
Mas escreve-las também não é uma virtude.
Estas são palavras,
De quem pela força da vontade,
Se sente triste só por pensar 
E renegado por não sentir.

Sou uma arca com defeitos,
Como aquela que partiu com virtudes mascaradas
Mas uma voltou,
E a outra afogou.
Sem ajuda ficou, aquela arca,
Que alguém negou.
Quem nega a arca da virtude,
É porque a alma não sente a vontade.

Sem mais linhas termino,
Aquilo que nunca acaba.
São palavras que a alma deixou,
Mas a virtude apanhou,
Porque o íntimo negou,
Assim como gentes de outrora pendurou
Uma alma que as lágrimas afogaram.

As palavras já morreram,
Porque as linhas acabaram.
A virtude fez-se forma,
E a alma fez-se palavras.
Assim como a saudade de um bem perdido,
Tornou eterno aquelo que alguém,
Sem amor recusou.

O amor sem palavras acaba,
Mas a vida com palavras começa,
Sem saber o que escrevo, 
Vivo na ignorância de uma saudade afogada,
Porque as palavras assim quiseram.
Na outra vida eu era forma,
Mas agora sou palavras,
Que o coração amargado largou.

Não sou forte,
Porque a alma já desapareceu,
Estas palavras foram o choro,
Que o intimo fez amanhecer,
No escuro de um som
Que a vontade de nascer
Fez renascer das cinzas,
Aquilo que alma quis!

Assim fala o intimo,
Que amargado acabada de escrever.

sexta-feira, 9 de março de 2012

A voz do meu Íntimo...


Faço a voz do meu íntimo vibrar na alma de quem busca algo que na vida nunca conquistará. Sinto que escrevo porque assim o meu íntimo quer. A voz dele é para mim um caminho que me guia nas tomadas de decisões, mas porque será? Percorro um livro, onde suavemente toca o meu coração, mas sozinho não consigo. Tento procurar alguém ou algo que me ajude a percorrer este livro, que representa no meu corpo um longo caminho, mas ele é comprido demais, para que um simples ser consiga percorre-lo. Existem sons que a voz do meu íntimo deixa como reflexões deste caminho, mas em vão. Em vão toca a minha música dentro de meu coração que pela força da tristeza toca suavemente até atingir novos e grandes corações. Este som melancólico corrói o meu íntimo que nasce cada dia, como forma de vitória. Esta voz é como uma folha seca que pela necessidade de água procura um novo poço, assim é a voz, que faz tudo para ser ouvida e entendida. Agora permaneço aqui, na loucura de ser eu o vento e a voz ser eu. Este som que o íntimo larga, é como um fio que se prende ao meu coração que numa outra vida, foi mais que isso, foi a alma que está morta pelo desgosto de um bem perdido. Consigo sentir algo dentro do meu coração, mas a virtude de um ser pequeno não me deixa decifrar, não sei se é música ou se é palavras de consolação. Na outra vida em que eu era o vento e a voz era eu, nunca estava triste, mas sim alegre como o girassol permanece alegre no ato de um carinho daquela lâmpada que percorre o som azul. Sinto-me quente quase a derreter, mas na outra vida sentia-me frio. Continuo congelado aos atos deste barulho que o intimo larga como força de se fazer sentir. Eu não sinto, mas penso porque a virtude assim quis, esconder estes sentimentos na amargura de um olhar. Tenho medo de ser não a voz, mas o íntimo, tenho medo de ser a mentira em vez da verdade de um ser verdadeiro, porque afinal eu sou a mentira. Sou eu que produzo esta voz, e que a faço decalcar os sons da verdade, afinal eu sou só uma mentira e não passo disso a não ser que o íntimo cresça e eu diminua. Que posso fazer ser a voz ou o íntimo? Não sei... Tenebrosamente continuará a folhear este caminho neste livro que a virtude construiu... Assim fala o íntimo...

sexta-feira, 2 de março de 2012

A Morte da Minha Alma...


Sofro continuamente. Escrevo palavras e frases,
Vivo e faço viver sentimentos,
Mas que adianta isso,
Quando alma está morta!
Consigo viver o passado e escrever o passado, mas sem a alma, sou como uma planta num grande jardim, sem água. Postei várias frases e construí vários textos, mas sem a minha alma não sou nada. Sozinho acabarei por morrer sem a alma para me ajudar, mas com a sede de textos acabo por escrever sobre a alçada do íntimo. Para quê valorizar a alma, quando alguém a quer matar. Ela morreu com o desgosto de um bem perdido, que com saudades deita para fora, numa tentativa de se aliviar! Mas porque fez isso? Porque me deixou desamparado? Ouço ao longe um som glorioso que pela sua virtude quer ser mais que som, quer ser a vida que é minha e que é tua. Percorro novos caminhos sem a ajuda de uma peça de um puzzle que me fez crescer, enquanto lutava contra alguns. Luto numa luta constante em que o sangue é são as lagrimas que as palavras largam e a dor é a saudade de um bem perdido. Que bem será esse? Não é mais que a desistência de escrever em formas de palavras aquilo que a alma projetava, não é mais que fazer viver alguém que não queria ser vivido, mas luto, luto para que o meu íntimo venha ao cimo da coragem e se faça notar, para que dele eu torne os textos mais verdadeiros que a própria verdade. Mas a minha alma está morta, e morreu porque alguém a quis matar no meu de um ciclo de verdades que a fizeram matar-se. E lá foi ela ao sabor da maré como vai um pedaço de alga, quando a maré vaza. Porque é que sinto falta do mar? Será que foi para lá a minha alma? Não sei. Desisto de percorrer este caminho e vou-me sentar onde o íntimo possa crescer de forma a formar novos frutos, para que deles possa surgir uma nova e forte alma…
Assim termino sofrendo com o coração,
E dele vou formar um mundo.
Onde o íntimo torna-se alma,
E onde a alma se torna o pudor de ser importante.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Os Olhos Falam...


Estou em frente a um vidro que consegue pelo seu carisma fraco ser baixo. Não tenho pena, simplesmente não sinto nada em relação a isso! Percorri memórias, estradas e caminhos que pelo seu interior querem ser vistos pela alma de um pobre pedinte. Olhei para o espelho e não vi senão lágrimas, que foram perdidas pelas saudades de algo nunca conquistado. Os meus olhos são as perolas que alguém as encontrou, mas depressa as deixou fugir. Será que alguma vez as tentou conquistar? Deveras. Sempre atingi um objetivo, e como posso ficar feliz? Está alma não se contenta com isso, é um circulo sem vida e sem vida morrerá, mas porque é que esse alguém continua no meu caminho? Não sei que dizer mais, mas sempre que olho para o espelho, os meus olhos falam tristeza e escrevem tristeza no espelho do luar, que naquela noite partiu em busca de algo, que nunca conseguirá! Porque me sinto cego, ou talvez inexistente. Os meus olhos já caminharam muito e já viveram muito, mas a verdade é que ninguém ainda os fez viver por isso é que eu nunca olhei para futuro como sendo um lugar em que irei viver e ser vivido. Sinto que não consigo ser nada e nunca poderei ser nada, sinto que sou mais um entrave no mundo do que o mundo é um entrave para alguém. Ouço ao longe um piano a tocar e tocam tão suavemente que as minhas lágrimas deixadas pelos olhos conseguem embaciar o espelho... Serão quentes? Ou simplesmente especiais? Não sei porque escrevo com lagrimas de alguém que quer ser ouvido, se a voz destas palavras encontram-se na alma, que é minha, e que está presa no ventre da saudade? São perguntas sem resposta, mas também respostas sem perguntas, a verdade da alma é que ela é um ser normal e fantástico, enquanto a saudade e a tristeza não passam de meras linhas que me ofuscam a alma e os olhos. O som do piano suavemente desaparece, mas a saudade ferozmente cresce e a tristeza rapidamente se alastra pelo meu pequeno corpo, que aquele pequeno espelho transmite, mas e agora corpo, que dizem os teus olhos? Nada, os meus olhos só dizem tristeza e saudade de algo que foi vivido intensamente e que agora ninguém o consegue viver. Quero desaparecer e procurar novos mundos onde os meus olhos possam dizer algo, algo com verdade e carisma, já que aqui, eles não dizem nem ninguém diz nada deles... Assim fala a alma dos seus olhos...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O pequeno ser do espelho...


Nada mais podia acabar com o olhar daquele espelho em pleno quarto, cuja divisão era tão pequena que nem a própria vontade lá cabia. Foram horas, momentos e segundos perdidos a olhar para algo que só refletia as mentiras. Não eram mentiras de serem vistas ou clarificadas, mas mentiras de ego e sentimento. Não havia uma só estrada que atravessava aquele espelho de um pequeno que o vê, era mais que isso, era o mar perdido que alguém pelo orgulho de ser outra pessoa fazia passar. O espelho só reflete aquilo que não queremos ver, e neste caso foi mais do que isso. Foram memórias passadas e vividas de mágoa cura, foram mentiras que alguém inventou vividas de mágoa fria, afinal foi o horror. Eram pouco mais que setembro meio, quando a escola começara, e que mal começara de forma verdadeira e digna, as memorias desses tempo são poucas, já que a vasta idade que se possuía naquela altura era pouco, ou quase nenhuma. O espelho é manhoso e não consegue transmitir aquilo que realmente passa na memória de uma pessoa, mas vai passando flashes de algo que se pode por em dúvida pelo menos que ouve, lê ou viu. Porquê então serem só flashes e não aquilo que na verdade se vê? São perguntas que um espelho velho irá responder, não sei quando, mas irá. Cada memória vivida é como se esfaqueassem no coração de alguém algo que de cruel aconteceu. Não basta haver atos bons e até uma peça de teatro boa, mas também haver quem os aprecie de forma critica e os resolva. Carrego nas minhas costas o peso da consciência morta de infelicidade, ou simplesmente um fardo de palha que possa ser a vida que ninguém quer. Era uma escola pequena pela sua dimensão, mas grande no seu horror. Não passava de seis anos na altura, mas o espelho dá mais idade a quem a verdade bateu a porta, numa manha de outono em pleno ano cuja gravura mostra. Eram sons, como risos, choros e até toques da campainha. Dias passam, anos passam e pela primeira vez, chega a altura em que se atinge oito anos, numa forma de serem o seu dobro. Era uma pessoa pequena, mas com uma largura extrema, e com uma fantasia extrema, mas será verdade. É isso que o espelho quer mostrar. Foram papéis colados nas costas da alma, foram pontapés dados ao íntimo e ele, sem fazer nada, ali permanecia em virtude das suas pequenas pernas. Foram nomes, ou palavras que nem nomes são, que intitularam e verbalizaram quem ali passava e estava. Talvez pudesse ali existir uma escada para onde se pudesse subir e ser o controlador de tudo, mas isso nunca existiu, pelo menos para aquele pequeno ser que ali circulava, nas mágoas da manha e na virtude do sol. As salas que eram pequenas, com pequenas mesas, não passavam de uma pequena caixa de bonecos em que o boneco maior era a professora. Vindos do exterior o ale de entrada para as salas, eram mais um lugar de convivo numa pequena cozinha, que um local para se lanchar. Aquele pequeno ser nunca fora forte em inteligência, alias ele não era forte em nada, era somente um pequeno ser que fugia a estrutura normal daquilo que era normal ver. E agora que reflete o espelho, o espelho reflete apenas aquilo que a memória não quer que alguém veja. Já o toque dá quando alguém se encontra na sala, aquele tinha sido o dia em que a professora não aparecera para dar aulas e os pequenos seres ficaram a navegar num mar de desejo e vontade. Aconteceram coisas que nem a própria alma quer que seja visto, mas o espelho exige em mostrar. Foram jogos, uns educativos outros nem por isso, mas a brincadeira continuou, sem que anda acontece-se. Acontece, que parte-se um vidro, e este pequeno ser que depois de muita algazarra decide ir-se embora, para o então ginásio. O medo era tanto que nem vontade havia de comer, nem de ir lá para fora. Recorda-se o espelho de alguém ter ficado sentado nuns bancos que lá existiam para quem estava doente, e de uma certa forma aquele pequeno ser estava. Surgem várias recordações, umas mais nítidas, outras nem por isso, mas a verdade que o espelho que traduzir está lá, basta imaginar. Os dias foram passando e o medo aumentando, quando o pequeno ser desiste e acaba por pôr fim aquele que era o seu maior tédio, viver fora do espelho… Assim recorda o espelho…

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Confuso...


O mar. Não sei o que é nem o que faz!
A saudade. Será um sentimento?
O carisma. É o meu fio condutor.
Caminharei por lados opostos no radiar do sol. Atrás dele virá o amor, que não passa para mim de um simples artefacto historio, encontrado algures numa caverna, em pleno pilar do coração. Atrás do meu coração penso ser alguém, mas quem serei eu? 
Talvez o céu. Com as minhas memórias a flutuar!
Talvez o Horizonte. Com a tristeza a raiar!
Talvez o passado. Com a vivência perdida?
Não sei para onde caminho, se para a virtude se para o defeito! Não sei de quem são estes caminhos que piso e passo, se serão do passado ou futuro, ou se podem ser uns meros trilhos da tristeza. São perguntas, que as respostas perderam, e são estas as perguntas que uma mágoa tem!
Tento ser a maré. Para transportar as mágoas para a superfície.
Tento ser eu mesmo. Para colocar a tristeza dentro de mim.
Tento ser o papel. Para dele escrever palavras que são a minha alma.
São estas as palavras perdidas que uma alma deixa nestes trilhos onde o íntimo caminha, onde a virtude nasce e onde a alma se perde. Sou piegas em transbordar os sentimentos em forma de palavras e lagrimas, sou piegas em ser quem sou, um simples acto sem actores.
Sou o som. Transmito as palavras que a minha alma deixa ao coração.
Sou a felicidade. Mas apenas porque a alma transporta a serenidade.
Sou apenas eu. Que tento escrever algo que me faça descobrir.
Descubro, mas não consigo decifrar, por isso vagueio pelo deserto das palavras em busca de algo que me faça realizar, porque não sei o que escrevo, nem o que sou, não sei para quem escrevo, nem que intuito.
Apenas sou um complexo de sentimentos, que a alma não suporta e por isso aborta... 
Apenas sou quem me quiser escutar...
Apenas nem sei se é alma que escreve ou o íntimo que dita. 
Apenas irei procurar...