quinta-feira, 22 de março de 2012

Oceano de Lágrimas...


Nasci e tenho o meu próprio oceano...
Escorre dos meus olhos pequenas gotas,
Que pela sua força, percorrem o meu entendimento,
Mas que pela tristeza da virtude continuam a ser alvo de insegurança após cada queda num lado de saudade, onde o seu sabor fica eterno. Após vários choros e várias lagrimas derramadas, o meu coração fica aquém de quem vive na fragrância de uma força que a alma larga. Já não sinto a alma cada vez que do meu rosto caem lágrimas que a virtude deixa fugir num forma de regar as flores que do chão crescem. Quero ver a cor das lagrimas e desenhar sobre elas, quero ver os seus sentimentos e debruçar-me sobre eles, quero descobrir os seus medos e lutar contra eles, mas acima de tudo quero ver o seu sorriso. Será que as lágrimas têm sorriso? Será que elas sentem? Sim, elas sentem. Numa dor de peito as lágrimas libertam a sua alegria pelo meu rosto fora, como se elas fossem carros e, o rosto uma estrada. A cada esquina a alma evapora a cor destas pingas de água salgada que o oceano dos olhos deixou fugir numa tentativa de ser mais que um oceano ser a virtude que a alma deixa fugir. Quero contar a história desta vida, em que sai de um poço e que pela força de uma queda se morre... Assim são as lágrimas que a saudade larga... Assim são as lágrimas que o sentimento morto deixa correr por esta fronha triste. Existem linhas que com desenhos, são mais que linhas, são imagens que o medo e a alegria deixam fugir por uma mão triste. Assim é a tristeza...
Se o oceano é salgado, então eu sou o ponto do oceano...
Se a virtude é fraca, como o ar, então eu sou o motor que o ar faz trabalhar...
Se sou alguém é porque o oceano assim construi com a força da sua maré, mas senão não sou nada é porque o vento assim quis... Nada que a alma crie dura, mas nada que o vento apague, volta a não existir. Se a virtude é o motor, então eu o que sou? Sou as lágrimas que alguém largou, no encanto de um brilhar, numa noite em que a lua na linha do mar cria o luar... Assim fala o íntimo...

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