sábado, 20 de agosto de 2011

Fio...


Corri amargamente pela areia daquele mar, que banhava o meu caminho...Quis guardar grãos daquela areia fina e bela, dentro de mim, mas era pequenos e cada um tinha a sua história...Desisti de correr e parei, por longos e silenciosos momentos, ali no meio do nada sem ninguém e desamparado como uma pequena e bela pena, voar pelo ar... Queria saber o porque de estar assim, tenho o mar, que me ajuda a descobrir algo que não consigo, tenho esta bela areia que me seduz pelo seu caris belíssimo...mas falta-me algo! Não consegui descobrir ainda, porque ando de cabeça em baixo e o que procuro está no ar...Voltei a correr e sem mais demoras, encostei e larguei lágrimas a fio. Eram tão fina e belas que tudo o que eu tinha guardado nela fugiu...Fugiu como foge a agua quando está só...Lembranças, recordações, felicidades, e outras coisas mais, foram pelo o fio das lágrimas... Então corri para o mar e debrucei-me nele e tive vontade de me atirar, mas lá estava o fio das lágrimas, cada uma contava uma história, cada uma reproduzia um filme meu, cada uma tinha amor, mas eu quis atirar-me mas... Vi que no mar existiam outras tantas lágrimas, com os seus belos fios de nylon e de ouro, as de ouro eram alegres as de nylon eram triste...Com medo fugiu, enquanto corria via, lembranças a minha frente, eram mais as tristes do que as felizes, porque será? Porque nunca tivera algo que me fizesse feliz! Voltei para trás, mas fiquei quieto, dei conta que um cheiro a maresia se aproximava...Era tão intenso e belo, cada partícula levava-me a um mundo que não existia, a um mundo diferente, mas com imenso amor... Quis lutar para ficar lá, mas o fio das lágrimas impedia-me e sufocava-me... Então caí em pleno areal, com aquele cheiro a maresia e com o som do mar! Sentia levemente no meu fraco rosto de tanto chorar o fio a passar. Era belo, mas cruel... Nada ali fazia sentido, senão o fio...Era ele que transportava as minhas emoções, mas porque não se ia embora dali... Quis curta-lo, mas a tesoura era fraca e manhosa, então desisti... Deixei-me levar por aquele fio, e fiquei amarrado e amargado por ser assim... Perdi esta batalha, e não há meio de a ganhar senti a sua força por isso desisti... O fio levou o que era meu....

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