domingo, 5 de fevereiro de 2012

Cidade...


Era noite, noite cheia de pequenos brilhos, ou era simplesmente dia. Cruzei pessoas e cruzei emoções, vivi novas vidas e novas emoções, mas tudo brotava um sentimento desconhecido. Conseguia ouvir no meio de uma ponte o som do badalar de um relógio, que fazia brilhar o meu coração. Se tenho um desejo, sim... Percorri caminhos desconhecidos e aventurei-me. Vi cores, formas e sentidos diferentes, por vezes tão diferentes que nem o próprio olhar os conseguia distinguir. Entrei e vaguei no meu barco a remos, já destruídos de tanto andar, novas estradas e novos caminhos, e porquê? Dentro do meu coração conseguiu surgiu um sentimento, que só não brotou de lágrimas, porque a fonte estava seca. Como posso desenhar este sentimento? Já não tenho lápis de carvão, nem tintas a óleo para fazer belas pinturas, então como faço? Tenho a memória da minha cabeça a esgotar, e por defeito de fabrico, poucas são as coisas que eu me recordo agora. Foram minutos, dias e horas a passar como passava o gelado do vento na minha cara. Tinha minutos e horas em que a minha boca não se mexia, os lábios estavam encolhidos do frio e as mãos geladas como cubos de gelo, mas que sentimento foi aquele. Vi gravuras e pessoas fora do comum, como aquele sentimento, mas não obtive nenhuma reposta. Em detrimento da própria alma, pôs de lado o conhecimento que tinha e parti para a aventura, cheio de sonhos ainda por realizar. É então que as tais palavras me saem da alma. As reticências me surgiam na cabeça, são agora pontos e parágrafos, os pontos de interrogação são agora certezas bem tomadas e bem vividas, mas continuo a duvidar deste sentimento. Não tem título, a menos que alguém com a sua alma pura lhe dê um. As lágrimas que outrora estavam secas, agora são húmidas, como as flores de um parque vivido em pleno inverno. Sem mais tempo dá a costa o nome desse sentimento, não é difícil de prenunciar, mas sim difícil de encontrar e por vezes quando se encontra já é tarde para ser vivo. Nas estradas dos meus sentimentos, umas fechadas por falta de sentimentos que as ocupem, percorre velozmente este sentimento. Agora e ao fim deste tempo todo, já sabe qual é o sentimento é a felicidade...

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